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Amigos numa noite de verão

História enviada por um graaaaaaande (no sentido real mesmo da palavra) amigo, Elis Mûlek.

Essa história ocorreu na fria cidade de Curitiba, capital do Paraná, mais ou menos no dia 29 ou 30 de dezembro de 2008 (aquela semana em que não se encontra uma viva alma na cidade, porque todos já desceram pra praia).

Os personagens dela são (nomes fictícios para preservar as identidades):

Elis, o gordinho camarada;
Beiço, o alemão porra-loka;
Moe, o magrelo sem noção;
Zilda, o amigo menor de idade;
Tumor, o que sempre tem idéias idiotas.

Numa noite modorrenta como as da semana que precede o ano novo, nada melhor que encher a cara com os amigos. Isso foi o que pensaram todos os cinco personagens da nossa história, ao se reunirem na casa de Elis. Após umas duas cervejas, decidiram se dirigir até o mercado 24 horas mais próximo, para adquirir bebidas de grau alcoólico mais elevado. Felizmente, naquela época nenhum deles possuía carro, o que poderia dar um final muito menos engraçado para essa história.

No mercado, compraram duas garrafas de refrigerante, e dois destilados, que posteriormente se provaram mais do que o suficiente para embebedar os cinco. Pararam numa pequena praça, observaram as estrelas, beberam, e decidiram caminhar. Alguns minutos depois, quase tendo sido vítimas de um atentado à ovo, fizeram a primeira parada, num local conhecido como “Praça do Japão”.

Nessa primeira parada, todos pareciam alegres, mas Moe, o mais experiente (e mais magro) do grupo começou a apresentar sinais de cansaço. Após descarregarem sua urina nas árvores, continuaram a caminhada sem rumo, descendo pela Avenida Batel, um dos pontos em que mais há casas noturnas na cidade (embora naquela data estivessem quase todas fechadas, obviamente). Nesse ponto, Moe definitivamente foi dominado pelo etanol, e suas pernas já não respondiam da melhor forma. Elis e Beiço passaram a lhe dar apoio, enquanto Zilda e Tumor achavam graça em tudo.

Moe começa então a divagar sobre signos, mapas astrais, elementos da natureza e outras questões místicas pelas quais somente ele se interessava. Passou em seguida para um estágio de delírio que causaria inveja em muitos adeptos do LSD. Elis sugere que rumem todos para sua casa, para evitar maiores complicações. A caminhada final é recheada de pérolas como “você é meu oposto complementar” e “obrigado por vocês existirem”. Na reta final, Moe ainda perde o botão da calça, o que deixa a situação mais pitoresca.

Ao chegarem ao destino final, Elis e Beiço já não estão mais tão bêbados, ao contrário de Moe e Zilda, que já adquiriu uma fala indistinta sem perceber. Moe é colocado na melhor cama da residência, pois está mais debilitado. Tumor deita-se no sofá, Elis e Zilda em colchões na sala. Beiço vai para casa.

Após verificar se está tudo bem, Elis pretende dormir. Contudo, agora é Zilda que passa por uma alucinação. Zilda abraça duas almofadas e começa a dialogar com estas, pensando que são duas “pretendentes” suas. Mais pérolas surgem, como “Eu amo você (olhando para a almofada)… tipo, eu não largaria tuuudo por você, mas sabe, eu gosto de você”. Tumor e Elis riem em silêncio, para não acordar os demais moradores da residência. Zilda só vai dormir após ter a garantia de que será acordado cedo no dia seguinte para passear no parque com sua almofada predileta. É o fim da noite.

Contudo, uma bebedeira tão alucinógena não poderia terminar sem seqüelas. A avó de Elis o acorda, avisando que Moe passara mal, e estava no banheiro há uma hora. Ao ir até seu quarto, Elis constata que Moe despejou na cama boa parte do álcool e do cachorro-quente que havia ingerido na noite anterior, o que era o suficiente para no mínimo um mês de reclamações por parte de sua avó.

Saldo final da brincadeira: Cinco ressacas, uma cama vomitada, sete quilômetros andados e um botão de calça danificado.

Moral da história: Nunca coloque o mais bêbado para dormir na melhor cama. Ele não a merece e provavelmente vai fazer sujeira.

Moral da história 2: Almofadas são muito mais fofas e compreensivas do que mulheres.

Texto colocado na íntegra, sem cortes!

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1 comentário

Arquivado em cachaça, crônicas

Xingadores e brigões

Ah, talvez não seja culpa da cachaça, mas sempre tem alguém que perde as estribeiras durante uma entrevista gravada ou ao vivo.

Os dois últimos (e com maior destaque na mídia) foram o deputado Nelson Trad (PMDB-MS) e nosso querido Dunga, técnico da seleção brasileira.

Confesso que o fato de Dunga ser grosseirão durante coletivas não é impressionante nem assustador. É coisa de técnico mesmo, muitos deles não tem paciência pra esse tipo de coisa e não há muito o que ser feito…

Mas impressionante foi saber o que aconteceu durante a gravação de uma parte que iria/foi ao ar no programa de ontem (CQC) da Band.

Como sabemos, o CQC gosta de “cutucar” políticos e pessoas públicas em geral, só pra ver a reação de cada um e, em alguns programas, essas “cutucadas” são pertinentes, como foi o caso com o deputado Nelson Trad. Neste quadro apresentado pelo programa, as assinaturas seriam para incluir a nossa querida cachaça na cesta básica e uma das assinaturas coletadas foi a de Nelson Trad, que nem sequer leu o conteúdo da proposta… Neste link você assiste os vídeos e lê a matéria na íntegra.

Em tom de frustração, despeço-me de meus amigos-leitores!

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Arquivado em cachaça