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Carne, cachaça e cerveja

Começo esta história com um lembrete:

“O texto aqui apresentado é destinado para todos os que se divertem lendo uma boa história sobre a vida alheia e tomamos todo o cuidado para não botar em risco a reputação dos envolvidos nas histórias, logo, os nomes dos protagonistas são trocados e ‘qualquer semelhança é mera coincidência’, ok?”

Sendo assim, lá vamos nós!

Este é um relato impressionante de como nós, homens, sofremos para manter o ritmo! De bebederia, claro!

Sexta-feira, 30 de julho de 2010 foi quando tudo (a bebedeira) começou, em um bar numa santa esquina qualquer, onde dois amigos estavam reunidos tomando uma geladinha depois de um dia inteiro de intenso trabalho.

A trilha sonora era terrível, a cerveja era cara, mas eles eram persistentes e continuaram por ali, mas sugeriram uma mudança musical na casa, pois com essa merda de música tocando seria mais fácil cortar os pulsos do que continuar bebendo, ou melhor, vivendo.

Aos poucos os amigos iam chegando e o que começou com música deprê e dois amigos, havia sido transformado em 9 pessoas bebendo e falando alto diversos assuntos.

Era pra ter sido uma bebedeira leve, pra trocar uma ideia tranquilamente, mas lá se foram as horas passando e, como num passe de mágica (clichè mode on), eram 3h da madrugada e alguns dos presentes teriam de estar acordados 9h da manhã para fazer as compras para o churrasco do dia seguinte (ou mesmo dia, não importa).

Sábado, 31 de julho de 2010. Um dia, uma manhã pra se esquecer. Talvez tenha sido a dose de Ypióca, ou a cerveja em grande quantidade, mas a ressaca foi forte, mas mesmo assim, um pequeno grupo de bravos guerreiros se levantou para fazer as compras.

Dos 4 presentes, somente 3 haviam bebido intensamente na noite anterior. O café da manhã foi gatorade e miliopã, sem culpa e nem medo de ser feliz! Após feito as compras, alguém tinha que acender o fogo, temperar a carne, cortar a carne, mas o infeliz que faria tal coisa estava dormindo ainda (era quase meio dia e o churrasco estava marcado pras 13h).

Com o fogo aceso, foi mais tranquilo preparar os drinks (caipirinhas) enquanto a linguiça assava e o povo não chegava.

Terminada a manhã, era hora de acordar pra valer. Bebidas geladas, carnes quase prontas e pessoal seco pra tomar umas! Ambiente perfeito pra quem quer fazer história no Crônicas!

Quando o relógio marcou 14h, já estavam todos iniciados na bebida. Lá pelas 17h, todos estavam curtidos em álcool. A cerveja foi acabando, o pessoal repondo o estoque, os limões e a cachaça estavam indo como água e a carne não parava de sair da churrasqueira. (Ah, que alegria!)

E a alegria já era tanta, que ninguém se deu conta que já havia passado das 22h, o que fez com que o síndico do prédio fosse até ao salão de festas dar uma leve bronca na rapaziada.

Após todos chegarem a um acordo (lá pelas 23h e muito minutos), foi decidido o bar que todos iriam confraternizar. Chegando lá, um dos integrantes do grupo de bêbados, nosso famoso amigo Miguel, não obteve sucesso em sua empreitada de poder entrar no bar, pois está com o nome sujo por outro episódio (que será contado em breve no blog) e decidimos partir para outra localidade.

Chegando lá, casa cheia, pessoas conhecidas e desconhecidas ao redor e inúmeras garrafas e copos quebrados ao chão. Tanto que Fred tentava, sem sucesso, retirar cacos de vidro da sola de seu sapato passando os pés nas calças, na altura da canela. Ainda bem que o jeans é um tecido (nem sei se é tecido ou só um nome mesmo) resistente, pois não foi rasgada sua canela – tecnologia é uma coisa de louco rapá. Mas o tempo passou, a bebida subiu mais ainda e ele resolveu retirar os cacos com uma passada rápida da mão na sola do sapato, como se fossem pequenas pedras presas em seu pé. “Que infortúnio” pensou nosso amigo…Com isso, um furo se abriu, por sorte, em somente um de seus dedos.

Miguel, que já balançava a cabeça com muita dificuldade, resolveu ir embora à pé e sozinho para sua casa. Despediu-se de todos com muita emoção e então, ao se despedir de Fred e Frontini, pergunta para sim mesmo em voz alta: “Por quê eu tô indo embora?” Realmente não fazia sentido, ele ainda estava em pé e não precisou ser carregado por ninguém! Logo, ele pensa que não há necessidade de sair de lá! Impressionante a capacidade do ser humano de se achar íntegro até nas situações mais difíceis!

O mais impressionante disso tudo, foi que as pessoas ainda bebiam, sem parar, desde as 14h e já se passava das 2h da manhã! Não faço ideia de como essas pessoas chegaram vivas em suas casas, mas chegaram.

O duro é acordar, no meio da “noite” por sentir aquele enjoo e abraçar o vaso sanitário e chamar o Hugo até doer a barriga, sem sair absolutamente NADA do estômago! O que aconteceu com aqueles milhões de litros de cerveja + caipirinha? O que aconteceu com aqueles kilos de carne vermelha? (e um barril de puro whisky?!)

Juro que em outros tempos, toda aquela carne, toda aquela cerveja e aquela capirinha já teriam lavado algum chão por aí! Impressionante como a gente é capaz de coisas que até o diabo duvida!

Um grande abraço e até semana que vem!

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Combina com o quê?

Ao pensar sobre os problemas da vida, perguntei-me sobre o que poderia combinar com o álcool.

Cerveja e costelinha de porco frita combinam;

Cerveja com amendoin japonês combina;

Caipirinha (limão, açúcar, gelo e cachaça e não aquelas invenções com vodka e saquê) combina com repolho refogado com azeite e gengibre;

Whisky combina com provolone à milanesa;

Agora, o que não combina com álcool é um cargo público. Isso eu digo por ver as cagadas feitas no poder sob efeito de generosas doses de mé…

Só de ver as caras de determinados figurões da política nacional já dá pra saber que o distinto é chegado numa cachaça.

Duvida? Então aqui vão alguns representantes (em nível nacional e regional):

Anthony Garotinho - RJ

Blairo Maggi - MT

Roberto Requião - PR

Esse de cima aí é o meu preferido, parece inchado de tanta cachaça! hehehe

José Orcírio (Zeca do PT) - MS

E por fim, nosso mais famoso:

Luis Inácio "Lula" da Silva - Terra da Fantasia

Lógico que só estou aqui levantando umas figuras que tem cara de cachaceiro, não que realmente sejam. E também que só de ver o que acontece de cagada nesse país eu tenho uma ligeira impressão de que esses caras que estão no poder só podem estar bêbados.

Mas uma coisa intrigante também é que muitas pessoas que um dia tiveram suas atitutes colocadas à prova e foram expostos pelas redes de televisão, rádio e pelos jornais e revistas, voltam alguns anos depois pra se candidatarem novamente e ainda GANHAM votos e se elegem novamente! Como é o caso de Collor, Bellinati, Sarney, ACM, só pra citar os mais famosos e mais recentes…

No final das contas, álcool não combina muito com essa parada de estar no poder e muito menos de escolher quem estará lá representando “nossas” decisões.

Isso foi só um aviso, prometo um próximo post digno de cachaça!

Abraços

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No dia do Rock

Dia mundial do Rock e separamos uma listinha de Roqueiros Badass que se fuder** por causa do alcohol!

1- John Bonham (Baterista do Led Zeppelin): Morreu sufocado no próprio vômito.

John Bonham

2 – Dave Mustaine (ex-guitarrista do Metallica e Dono do Megadeth): Era tão bêbado que foi retirado da banda por causar muitos problemas. “Tá aqui sua passagem de ida…”

Dave Mustaine

3 – Bon Scott (vocalista do AC/DC): Outro que morreu sufocado no própro vômito…

JD Scott

4 – Keith Moon (baterista do The Who): Crise de abstinência fez o coitado tomar altos comprimidos e morreu de overdose.

Keith e as "teta"

Entre tantos outros que se fuder**, mas o importante é dizer que todos eles deixaram sua marca no mundo do Rock! E como hoje é o dia do Rock, deixo aqui minha homenagem aos Roqueiros-Badass:

Bourbon Crow – Alcohol is Awesome

Dear alcohol last night we had a ball
I lost my left shoe
Don’t worry I don’t blame you
Your my best friend
There til the end
I love the the way that you taste
You put a smile on my face
And you get all the blame
As far as I’m concerned
Hey, hey, stands for alcohol is awesome

All my friends are worried about me
They say I need a meeting
They say I got a problem
I don’t have a problem
They said thats half the problem
And you get all the blame
As far as I’m concerned
Hey, hey, stands for alcohol is awesome

Alcohol is awesome
So fuckin awesome

And you get all the blame
As far as I’m concerned
Hey, hey, stands for alcohol is awesome

Alcohol is awesome
So fuckin awesome

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Isso não é um diário de bêbado

Outro dia eu fui ver um jogo do Brasil…

Era contra a Costa do Marfim, eu acho. Tinha gente pra cacet* na churrasqueira do prédio e não tinha mulher, só um bando de cueca de chinelo tipo havaianas e camiseta de clubes.

Só sei que teve uma hora que a cerveja ficou gelada! Aí não sei muito bem o que aconteceu no jogo.

O Brasil ganhou, a gente bebeu, comeu e fomos pra rua comemorar.

Aí sim, daí pra frente não lembro de NADA do que aconteceum só sei que voltei pra casa com uma puta dor de cabeça.

Na semana seguinte o jogo era contra Portugal. Como tava feio o jogo, ficamos na cerveja (tudo é desculpa pra beber).

Agora, no jogo contra o Chile…Eu não achei uma Ypióca pra comprar, mas comprei umas geladas que estavam “trincando”. Nossa senhora, que delícia. O sol da tarde esquentando o dia e a cervejnha gelaaaaaaaaaada.

Depois da goleada, as ruas da cidade estavam um CAOS, todo mundo jogando cerveja pra cima, bebendo pinga direto no bico. Eu estva no paraíso, mas acho que era uma terça-feira e quarta era dia de trabalho.

Graças ao Santo Mé (ou São Tomé, não sei) o Brasil saiu da Copa nas Quartas de Final… Eu estaria em coma até hoje se tivesse chegado até a grande Final! Acho que o sentimento é esse para todos aqueles que apreciam uma boa cachaça sem ter hora pra acabar!

MAS a copa não havia acabado! Teve Semi Finail, disputa de 3º lugar e a tão esperada Final.

Ah, a Final…Que jogo feio! Mais um motivo pra gente tomar uma geladinha!

No final das contas o saldo foi positivo. Apesar dos R$ 120,00 gastos com comida e bebida nos jogos que foram assistidos por mais de um camarada ao mesmo tempo, saímos todos vivos, com os empregos em mãos, notas boas na faculdade, sem reprovar por falta e sem reprovar no namoro/casamento. Todos felizes.

Agora, imagine o dia em que a Copa for sediada aqui nesse país?

Daqui 4 anos veremos como é uma Zona sem tamanho!

Abraços

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Amigos numa noite de verão

História enviada por um graaaaaaande (no sentido real mesmo da palavra) amigo, Elis Mûlek.

Essa história ocorreu na fria cidade de Curitiba, capital do Paraná, mais ou menos no dia 29 ou 30 de dezembro de 2008 (aquela semana em que não se encontra uma viva alma na cidade, porque todos já desceram pra praia).

Os personagens dela são (nomes fictícios para preservar as identidades):

Elis, o gordinho camarada;
Beiço, o alemão porra-loka;
Moe, o magrelo sem noção;
Zilda, o amigo menor de idade;
Tumor, o que sempre tem idéias idiotas.

Numa noite modorrenta como as da semana que precede o ano novo, nada melhor que encher a cara com os amigos. Isso foi o que pensaram todos os cinco personagens da nossa história, ao se reunirem na casa de Elis. Após umas duas cervejas, decidiram se dirigir até o mercado 24 horas mais próximo, para adquirir bebidas de grau alcoólico mais elevado. Felizmente, naquela época nenhum deles possuía carro, o que poderia dar um final muito menos engraçado para essa história.

No mercado, compraram duas garrafas de refrigerante, e dois destilados, que posteriormente se provaram mais do que o suficiente para embebedar os cinco. Pararam numa pequena praça, observaram as estrelas, beberam, e decidiram caminhar. Alguns minutos depois, quase tendo sido vítimas de um atentado à ovo, fizeram a primeira parada, num local conhecido como “Praça do Japão”.

Nessa primeira parada, todos pareciam alegres, mas Moe, o mais experiente (e mais magro) do grupo começou a apresentar sinais de cansaço. Após descarregarem sua urina nas árvores, continuaram a caminhada sem rumo, descendo pela Avenida Batel, um dos pontos em que mais há casas noturnas na cidade (embora naquela data estivessem quase todas fechadas, obviamente). Nesse ponto, Moe definitivamente foi dominado pelo etanol, e suas pernas já não respondiam da melhor forma. Elis e Beiço passaram a lhe dar apoio, enquanto Zilda e Tumor achavam graça em tudo.

Moe começa então a divagar sobre signos, mapas astrais, elementos da natureza e outras questões místicas pelas quais somente ele se interessava. Passou em seguida para um estágio de delírio que causaria inveja em muitos adeptos do LSD. Elis sugere que rumem todos para sua casa, para evitar maiores complicações. A caminhada final é recheada de pérolas como “você é meu oposto complementar” e “obrigado por vocês existirem”. Na reta final, Moe ainda perde o botão da calça, o que deixa a situação mais pitoresca.

Ao chegarem ao destino final, Elis e Beiço já não estão mais tão bêbados, ao contrário de Moe e Zilda, que já adquiriu uma fala indistinta sem perceber. Moe é colocado na melhor cama da residência, pois está mais debilitado. Tumor deita-se no sofá, Elis e Zilda em colchões na sala. Beiço vai para casa.

Após verificar se está tudo bem, Elis pretende dormir. Contudo, agora é Zilda que passa por uma alucinação. Zilda abraça duas almofadas e começa a dialogar com estas, pensando que são duas “pretendentes” suas. Mais pérolas surgem, como “Eu amo você (olhando para a almofada)… tipo, eu não largaria tuuudo por você, mas sabe, eu gosto de você”. Tumor e Elis riem em silêncio, para não acordar os demais moradores da residência. Zilda só vai dormir após ter a garantia de que será acordado cedo no dia seguinte para passear no parque com sua almofada predileta. É o fim da noite.

Contudo, uma bebedeira tão alucinógena não poderia terminar sem seqüelas. A avó de Elis o acorda, avisando que Moe passara mal, e estava no banheiro há uma hora. Ao ir até seu quarto, Elis constata que Moe despejou na cama boa parte do álcool e do cachorro-quente que havia ingerido na noite anterior, o que era o suficiente para no mínimo um mês de reclamações por parte de sua avó.

Saldo final da brincadeira: Cinco ressacas, uma cama vomitada, sete quilômetros andados e um botão de calça danificado.

Moral da história: Nunca coloque o mais bêbado para dormir na melhor cama. Ele não a merece e provavelmente vai fazer sujeira.

Moral da história 2: Almofadas são muito mais fofas e compreensivas do que mulheres.

Texto colocado na íntegra, sem cortes!

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Falando sobre Copa

Sim, falar sobre a copa do mundo…

Deve render umas boas vizualizações no blog.

Então vamos lá:

Estava eu vendo um joguinho fraco, daqueles que não dá vontade de ficar acordado.

Tive uma ideia fantástica: Pegar uma loura gelada e ser feliz!

Virei a latinha guela abaixo.

Peguei outra latinha, meio quente.

Assisti um pouco do jogo.

Levantei do sofá.

Coloquei o amendoim pra torrar.

Voltei pro sofá com outra latinha.

Coloquei no canal do boi.

Peguei outra garrafa.

Juntei um pouco do amendoim com sal e voltei pra sacada.

Tomei outra dose e sentei no sofá.

Desliguei a TV pq as vuvuzelas já estavam enchendo o saco!

Tentei apagar o princípio de incêndio por causa dos amendoins (esquecidos) no forno.

Sem sucesso na tentativa de apagar o fogo, o vizinho chamou o corpo de bombeiros.

Desci pra não morrer cozido naquele forno que ficou meu apartamento.

Senti que tava faltando alguma coisa: Minha latinha ficou lá em cima!!!

Fui ao mercado e comprei uma garrafa de Ypióca Oro.

Cansei de andar e parei numa Lan House pra fuçar na internet enquanto esperava a preguiça passar.

Contei uma lorota num blog e fui pra casa dormir feliz e contente.

Chegando em casa, vi uma puta zona e um carro dos bombeiros.

Puta merda! Lembrei que minha casa tava pegando fogo…

E o jogo?

Ah sim, ficou Zero a Zero e o Dunga ainda achou que o time foi bem!

Um abraço.

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Xingadores e brigões

Ah, talvez não seja culpa da cachaça, mas sempre tem alguém que perde as estribeiras durante uma entrevista gravada ou ao vivo.

Os dois últimos (e com maior destaque na mídia) foram o deputado Nelson Trad (PMDB-MS) e nosso querido Dunga, técnico da seleção brasileira.

Confesso que o fato de Dunga ser grosseirão durante coletivas não é impressionante nem assustador. É coisa de técnico mesmo, muitos deles não tem paciência pra esse tipo de coisa e não há muito o que ser feito…

Mas impressionante foi saber o que aconteceu durante a gravação de uma parte que iria/foi ao ar no programa de ontem (CQC) da Band.

Como sabemos, o CQC gosta de “cutucar” políticos e pessoas públicas em geral, só pra ver a reação de cada um e, em alguns programas, essas “cutucadas” são pertinentes, como foi o caso com o deputado Nelson Trad. Neste quadro apresentado pelo programa, as assinaturas seriam para incluir a nossa querida cachaça na cesta básica e uma das assinaturas coletadas foi a de Nelson Trad, que nem sequer leu o conteúdo da proposta… Neste link você assiste os vídeos e lê a matéria na íntegra.

Em tom de frustração, despeço-me de meus amigos-leitores!

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