Arquivo da tag: balada

A Viagem (parte 1)

Aquela sexta-feira poderia ter sido mais uma se não fosse pela viagem que estava por vir. O destino: Jaú, uma cidadezinha no interior do estado de São Paulo.

A viagem em si não foi muito problemática nem teve surpresas, mas chegando em seu destino, o destemido grupo de amigos que era composto por Frontini, Leitão, Fred e Raúl, já chegou mandando a cerveja guela abaixo. Vale ressaltar que todos estavam com fome e que quando a barriga tá vazia a bebida sobe mais rápido! Depois de terminado o fardinho, o anfitrião Jauilson foi buscar outro para alegria e deleite dos 4 amigos e depois de muito conversarem, decidiram ir comer alguma coisa “só pra forrar o estômago”.

Na lanchonete, Fred já não conseguia mais falar direito, e sua fome já havia passado. Os demais continuaram a bebedeira e os lanches chegaram para acabar com a fome da galera.

Depois de alimentados, todos seguiram para casa se arrumar pra “balada”.

Horas depois, chegando ao local escolhido (entre os 3 lugares que poderiam escolher), o grupo já havia ficado sóbrio novamente, o que forçou os integrantes a comprarem mais cervejas na tal balada.

Para a surpresa de todos, o lugar era espaçoso e bem arrumado, com mesas em todos os lugares, palco para banda e um bar estrategicamente colocado ao lado do banheiro! Mas o que mais impressionou foi o Aquário projetado na parede…

Pense em pessoas bêbadas, hipnotizadas pelas cores e movimentos dos peixes na parede!!! Foi assim quase a noite inteira, fitando o aquário e não se sabia se os peixes eram aqueles que estavam sendo projetados na parede, ou se nós havíamos nos tornado parte daquele jogo de luzes psicodélicas.

A banda que animava a noite, o Gato Carteiro, não era ruim, mas o repertório foi um tanto quanto confuso, quase tão confuso quanto o aquário projetado!

Mais tarde, passada a paranóia com o aquário, o pessoal resolveu se deslocar dali e foram todos para perto do palco, em outras mesas quando, lá pelas tantas, tinha uma lareira na parede, mas ela estava muito alta e não parecia tão real. Seria mais um truque projetado pelas cabeças embriagadas de nossos amigos? Olhando bem?! A lareira que era projetada…Uma coisa de louco esse bar.

Leitão e os demais já estavam mais pra lá do que pra cá quando alguns do grupo resolveram voltar pra casa devido ao cansaço da viagem. Os restantes foram Frontini, Fred, Leitão e duas amigas-locais-nativas da cidade. Como a banda havia terminado seu show e a cerveja estava muito cara pra continuar sendo consumida naquele bar, os 5 resolveram ir pra algum boteco ou posto comprar mais bebida e continuar a saga…

Após a desistência de uma das amigas-locais-nativas da cidade e chegando ao destino desejado, um posto na entrada da cidade, os 4 sobreviventes beberam à céu aberto, com muito vento e pouco agasalho!

Perto dali, uma rua que abrigava damas de paus fazendo ponto na noite Jauense seria o próximo destino. Tudo começou quando Leitão dizia que não era possível existir sapatos femininos de seu tamanho (45). Eis uma sequência da conversa entre Leitão e seus amigos:

Leitão: amanhã vocês vão comprar sapatos femininos? Hahahaha

Frontini: Não! Mas se eu for lá e achar um sapato 45 eu compro pra você, se você quiser.

Leitão: Ah, que que é agora? Impossível existir sapato desse tamanho!

Fred: Certeza que se a gente for lá perguntar pás damas de paus, vamos saber onde elas compram os sapatos. Se não for aqui em Jaú, fudeu!

Frontini: Fechô, vamo lá!!!!

Leitão: É, vocês são foda mesmo… ¬¬

Claro que essa ida a tal rua não aconteceu, imagino que alguém poderia ter levado um tiro caso alguma dama de paus não se sentisse muito à vontade com a pergunta…Só bêbado mesmo pensaria numa coisa dessas!!!

Passada a vontade de ir a tal rua e como o frio estava se intensificando, foram todos embora para suas casas.

Mas o fim de semana havia apenas começado. No sábado, Leitão foi o protagonista de uma série de eventos etílicos que denegriram sua imagem, mas isso fica pra próxima.

(continua…)

Deixe um comentário

Arquivado em cachaça

A História do Asco!

O cara asqueroso

Sábado na balada sempre tem pessoas procurando. Procurando o quê? Bebida, mulheres, briga, às vezes tudo junto! E foi o que aconteceu com nosso ilustre e Pegajoso personagem de hoje.

Chamaremos este ser de “Asqueroso”, pois esse foi o nome dado pela garota que o conheceu neste último fim de semana, nossa querida amiga que receberá o codinome Porpeta.

Segundo relatos de Porpeta, era mais uma noite feliz com amigos, pra baladear, beber um pouco, dançar e até (quem sabe) paquerar. Mas eis que surge um rapaz educado, bonito e simpático pra conversar.

Encorajada por sua amiga (da onça) a ir conversar com o rapaz, dar uma chance a ele, Porpeta vai conversar com o garoto boa-pinta que está querendo socializar (ou só dar uns pegas mesmo). Movida pelos apelos de sua amiga (da onça, só pra fixar bem) e por alguns gramas-por-litro-de-sangue de álcool, nossa querida amiga fez sua parte, mas Asqueroso não se ajudou…

Segundo palavras da própria Porpeta, ele era um cara que “era muito pegajoso, ficava pegando na minha mão, na minha cintura. E eu ODEIO gente ‘forgada’.” Sendo assim, ele continua na sua tática de pegar na mão, olhar nos olhos fixamente e dizer o quanto Porpeta é linda, tem grandes e lindos olhos cor de melda, blá blá blá… E nisso que o cara se complica! Beber e ficar bajulando menina na balada não dá certo! Só se ela for tonta…hehehe

Porpeta é enfática e diz: “Olha, eu não gostei de você. Não ficaria com você por nada nesse mundo!” E sai dali e volta para a rodinha de amigos.

Mas, como sempre, tem aquela amiga (lembra daquela “da onça”?)… E foi justamente aquela (a da onça) que falou pra Porpeta dar uma chance, que ela não poderia ser tão seletiva assim! Tem que abrir a mente, enxergar além do horizonte, socializar com pessoas faz bem, etc etc etc.

É, meus caros…Porpeta foi lá, conversou mais um pouco e, mesmo contrariada, cedeu e deu uns beijos no rapaz. Logo que o fez, arrependeu-se amargamente por não ter saído de perto do cara, ou por ter ouvido sua amiga (da onça).

Ao sentir a língua de Asqueroso, Porpeta resolve dar um fim nesta relação infeliz e diz: “Vou com meus amigos lá no show.”

Certo de seu sucesso, Asqueroso se levanta, segura na mão de Porpeta e caminha de mãos dadas até onde estão os amigos de nossa infeliz protagonista!

Chegando junto ao grupo, nossa amiga chama sua querida amiga (da onça) pra um bate-papo intelectual de 15 minutos no banheiro. Passados os minutos, elas se retiram do banheiro e, para a surpresa de Porpeta, seu amante pegajoso não mais está por perto. Feliz de ter obtido êxito em seu “perdido”, nossa amiga dança, canta, bebe mais e se cansa, até sentir vontade de ir para casa.

Relatos de que Asqueroso estava andando pelo bar com o nariz sangrando e Porpeta diz: “Que sangre até a morte!”. Ao se deparar com o pegajoso rapaz, que não estava com o nariz sangrando somente, também estava com a cabeça cheia de sangue e andava sem rumo pelo bar, a garota se faz de desentendida e passa reto por ele e volta para o banheiro correndo.

Passado o susto, ela só se convenceu mais ainda de que havia feito uma cagada de ter se aproximado deste Asqueroso rapaz, que bebeu, xavecou e no fim do dia ainda conseguiu arrumar uma briga. Este dia ficou para sempre na memória de nossa amiga, que agora está convencida que tipos “machões” que se metem em confusão não fazem parte de sua lista de “preferidos”.

Este relato foi feito pela garota Porpeta, incrementado e publicado pelo Crônicas da Cachaça. Não somos a favor de violência, só somos a favor de diversão, com direito ao melhor suco de cevadis ou mé!

1 comentário

Arquivado em crônicas