Arquivo do mês: agosto 2010

ah não, Anão!

O Anão de Mobilete

Tudo começou com um anúncio de que iria rolar o Show das Velhas Virgens aqui nas redondezas, no sábado passado, numa chácara distante….

Era pra ser um festival, muitas bandas, muito Rock’n’Roll e muita bebida pra galera se refrescar – afinal, tava quente pra diabo!

Começamos a beber em casa, lá pelas 16h e o show das Velhas só começaria 1h da matina, e nessa brincadeira já se foi uma fardinho de cerveja. A carona chegou e partimos rumo ao evento, num carro lotado e sem saber direito o caminho a ser rumado.

Sem saber o que nos aguardava, fomos logo entrando e o som já estava rolando, bem alto. Para nossa surpresa, uma das bandas que deveria ter começado a tocar horas antes nem havia subido ao palco ainda.

O festival começou pra gente com uma bela de uma facada, pagando R$ 3,00 por cada latinha de Skol meio gelada. Eram apenas 19:30 da noite e agüentar até o show das Velhas sóbrio não ia dar certo, mas bebendo em ritmo acelerado também não seria possível pelo preço absurdo da bebida na festa.

A primeira banda que vimos foi um Red Hot Chilli Peppers Cover, animado, bem ensaiado e só tocaram as mais famosas como Californication, Other Side, Suck my Kiss, entre outras. Só não rolou uma daquelas que ninguém conhece, só fã de Red Hot.

Eu queria ter ficado mais embriagado, ter escutado mais bandas, mas foi ao fim do primeiro show que começou a “putaria”. Um dos integrantes da próxima banda que subiria ao palco foi avisado que não iria receber o cachê e o resultado foi uma banda indo embora… A próxima banda também foi avisada que não receberia o pagamento combinado e nem chegou ao local.

A negociação com a quarta banda foi bastante complicada e eles também desistiram de tocar no tal festival. Sendo assim, após R$ 18,00 reais gastos com bebida semi gelada, R$ 2,00 com o estacionamento e uma banda completando o show até o fim, fomos avisados que nem as Velhas Virgens poderiam receber o cachê…

Foi o maior desespero ver as pessoas todas querendo o dinheiro de volta, o tal desorganizador não estar presente também frustrou a galera, e todo mundo queria linchar o tal Anão de Mobilete.

Só pra constar, o cara do estacionamento já tinha sumido no mundo quando recebemos a notícia de que não iria ter mais shows, logo, ficamos sem a grana do estacionamento e aguardamos até agora uma resposta da desorganização do evento pra saber quando receberemos a grana de volta.

Voltamos para o centro da cidade pouco mais de 21h, comemos, bebemos até umas 2h da matina e, desiludidos, voltamos a nossos lares sem show das Velhas Virgens!

Da próxima vez que ouvirem falar deste tal Anão de Mobilete, nem se deem o trabalho de gastar seu tempo indo em algum evento promovido por este ser, façam qualquer outra coisa de suas vidas!

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A viagem (parte 2)

Acredito que esa seja a parte final da viagem, então… aqui vai!

Retomamos nossa última história com um lembrete: “Nunca beba de barriga vazia!”

Sim, meus amigos, depois daquela sexta-feira (crônica da semana passada), o sábado veio pra mostrar como algumas pessoas não devem exagerar na cachaça achando que vão vencê-la! Hehehe

A rapaziada acordou cedo, tomou um café pra forrá o estômago, exceto Leitão…Este bravo ser muito macho, dotado de incrível capacidade de absorver sotaques em menos de um dia de convivência com “nativos”, não tomou café, não comeu um pãozinho, não tomou um suco de laranja e nem um gole de água. Acordou e já estava “pronto” pro churrasco! (esse cara é bruto demais)

Ao se deslocarem para a chácara, os 4 amigos iam tentando se lembrar da noite anterior, que acabou em gritos pelas ruas de Jaú com os faróis do carro desligados, mas sem sucesso! Chegando lá, a família local já estava tomando uma geladinha, curtindo um futebolzinho no sol do meio-dia, mas ainda faltava a carne.

12h – Leitão já tratou de pegar um copo pra cada integrante e um litrão de cerveja.

O tempo não estava bom para Fred, que sofria de uma intensa dor-de-cabeça e não conseguia respirar pelo nariz, mas prometeu começar a beber assim que fosse possível. Raúl e Frontini (que bebia para curar a ressaca) acompanhavam Leitão na bebedeira.

13h – Nada de Fred acompanhar os camaradas, mas os 3 seguiam bebendo, guiados pela sede de Leitão, que era ligeiro em comentários futebolísticos (cornetação).

14h – Uma gentil senhora aparece com um comprimido e faz promessas à Fred, dizendo que aquele ali era “tiro-e-queda”, “pá-buf”. Logo logo ele se juntaria a seus amigos na bebedeira. Leitão já estava gritando e os outros dois começaram a ficar alegres.

15h – Lembram quando eu disse que não era bom beber muito sem ter comido nada? Pois então, o churrasco não havia saído ainda e Leitão, pra variar, já estava mais loco que o Bátima. Foi quando Fred começa sua caminhada rumo à embriaguez. Numa das conversas com Leitão, Fred lhe disse que não era pra fazer feio na frente da família de Raúl, pois isso seria prejudicial para sua imagem frente aos nativos. Leitão não deu ouvidos e continuou secando o copo como uma esponja.

16h – Todos os que se faziam presentes na chácara já estavam mais pra lá do que pra cá, quando surgiu uma garrafa de Coquinho (aguardente de cana com um pouco de coco). Acho que aí que o estrago foi feito, pra valer. Fred toma uma dose e se sente tão bem que começa a tomar cerveja com mais vigor! Êta remedinho dus bão!

Leitão aceita uma dose de coquinho, toma outra logo em seguida e some no meio da galera! Frontini e Raúl continuavam a beber e conversar com os nativos, sem gritaria e sem problemas, socialmente.

17h – A coisa começa a ficar complicada. Leitão não consegue mais falar coisa com coisa mas mesmo assim, macho que é, continua em pé, ventando – como diria Gersão. Para outros, Leitão estava no chamado “Finish Him”.

Daí pra frente a situação não fica melhor…

No meio do caminho, Frontini é chamado:

Tio bêbado: Ei Cadu, vem aqui…

Frontini: Mas eu não sou o Cadu!

Tio bêbado: Não é você que vai pescar com a gente lá no pantanal?

Primo bêbado: É Cadu, conta a história direito aí pro tio!!!

Tio bêbado (com olhar de fúria para o rapaz): Olha, se você não é o cara e se aparecer pra ir pescar com a gente, tá fudido! Não passa de Bauru.

18h – Já está tudo escuro na chácara e algumas famílias começam a ir embora. Os 4 amigos continuam bravamente e Leitão se destaca pela inabilidade para andar, falar, comer ou beber…

19h – É chegado o momento em que Leitão, desprovido de reflexos na velocidade desejada, faz uma bela cagada sem saber… Com o copo na mão e em pé, ele foi ser “chacoalhado” pra ver se acordava, mas infelizmente o conteúdo do seu copo voou e lavou a mãe de nosso amigo Raúl. Foi um ato impensado, diz ela. Mas que foi um banho, foi!

20h – Leitão se aproxima de Hanna, como quem não quer nada e balbucia qualquer coisa, mas não tem sucesso na abordagem. Solta uma baba quilométrica e preocupa todos que estão ao seu redor (mostrando que passou dos limites etílicos). Neste momento, Hanna se encarrega de levar Leitão para um descanso longo e relaxante. Segundo depoimentos da moça, Leitão demorou mais de meia hora pra se convencer de que era necessário dormir.

21h – Toda hora que alguém ia ao banheiro masculino, era “ de lei” dar uma espiadinha no casal Hanna-Leitão. Mas como o rapaz tava muito doido, só se via um carinhoso cafuné de Hanna em Leitão, que dormia muito pesado…

22h – Hanna não agüenta a pressão e dorme noutra cama, dando fim à sua saga no sábado.

Sabe-se lá que horas eram – Quando a galera que fazia o som não sabia tocar outra coisa que não fosse pagode. Quer dizer…Sertanejo virou pagode, Raulzito virou pagode, MPB virou pagode, e por aí vai…

Num momento oportuno, o grupo (agora de 3 pessoas) resolveu ir embora. Acordaram Leitão, levaram-no pro carro e, quando todos estavam dentro do veículo, apareceu a questão: “Por que a gente tá indo embora?”. Obviamente, todos voltaram pra chácara e ficaram perto da churrasqueira curtindo uma cerveja, carne e conversa com amigos.

Após alguns minutos, o frio era intenso e surgiu a resposta pra pergunta anterior: “Ah, a gente queria ir embora porque tava frio pra caralh*”

Depois de muita conversa, todos os 3 decidiram ir embora mas Leitão deveria ser acordado novamente.

Muita conversa rolou até Leitão estar de acordo com a ida para casa…

O fim de noite foi tão repentino que ninguém sabe ao certo o que aconteceu na volta pra casa. E o domingo foi de ressaca e viagem de volta…

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A Viagem (parte 1)

Aquela sexta-feira poderia ter sido mais uma se não fosse pela viagem que estava por vir. O destino: Jaú, uma cidadezinha no interior do estado de São Paulo.

A viagem em si não foi muito problemática nem teve surpresas, mas chegando em seu destino, o destemido grupo de amigos que era composto por Frontini, Leitão, Fred e Raúl, já chegou mandando a cerveja guela abaixo. Vale ressaltar que todos estavam com fome e que quando a barriga tá vazia a bebida sobe mais rápido! Depois de terminado o fardinho, o anfitrião Jauilson foi buscar outro para alegria e deleite dos 4 amigos e depois de muito conversarem, decidiram ir comer alguma coisa “só pra forrar o estômago”.

Na lanchonete, Fred já não conseguia mais falar direito, e sua fome já havia passado. Os demais continuaram a bebedeira e os lanches chegaram para acabar com a fome da galera.

Depois de alimentados, todos seguiram para casa se arrumar pra “balada”.

Horas depois, chegando ao local escolhido (entre os 3 lugares que poderiam escolher), o grupo já havia ficado sóbrio novamente, o que forçou os integrantes a comprarem mais cervejas na tal balada.

Para a surpresa de todos, o lugar era espaçoso e bem arrumado, com mesas em todos os lugares, palco para banda e um bar estrategicamente colocado ao lado do banheiro! Mas o que mais impressionou foi o Aquário projetado na parede…

Pense em pessoas bêbadas, hipnotizadas pelas cores e movimentos dos peixes na parede!!! Foi assim quase a noite inteira, fitando o aquário e não se sabia se os peixes eram aqueles que estavam sendo projetados na parede, ou se nós havíamos nos tornado parte daquele jogo de luzes psicodélicas.

A banda que animava a noite, o Gato Carteiro, não era ruim, mas o repertório foi um tanto quanto confuso, quase tão confuso quanto o aquário projetado!

Mais tarde, passada a paranóia com o aquário, o pessoal resolveu se deslocar dali e foram todos para perto do palco, em outras mesas quando, lá pelas tantas, tinha uma lareira na parede, mas ela estava muito alta e não parecia tão real. Seria mais um truque projetado pelas cabeças embriagadas de nossos amigos? Olhando bem?! A lareira que era projetada…Uma coisa de louco esse bar.

Leitão e os demais já estavam mais pra lá do que pra cá quando alguns do grupo resolveram voltar pra casa devido ao cansaço da viagem. Os restantes foram Frontini, Fred, Leitão e duas amigas-locais-nativas da cidade. Como a banda havia terminado seu show e a cerveja estava muito cara pra continuar sendo consumida naquele bar, os 5 resolveram ir pra algum boteco ou posto comprar mais bebida e continuar a saga…

Após a desistência de uma das amigas-locais-nativas da cidade e chegando ao destino desejado, um posto na entrada da cidade, os 4 sobreviventes beberam à céu aberto, com muito vento e pouco agasalho!

Perto dali, uma rua que abrigava damas de paus fazendo ponto na noite Jauense seria o próximo destino. Tudo começou quando Leitão dizia que não era possível existir sapatos femininos de seu tamanho (45). Eis uma sequência da conversa entre Leitão e seus amigos:

Leitão: amanhã vocês vão comprar sapatos femininos? Hahahaha

Frontini: Não! Mas se eu for lá e achar um sapato 45 eu compro pra você, se você quiser.

Leitão: Ah, que que é agora? Impossível existir sapato desse tamanho!

Fred: Certeza que se a gente for lá perguntar pás damas de paus, vamos saber onde elas compram os sapatos. Se não for aqui em Jaú, fudeu!

Frontini: Fechô, vamo lá!!!!

Leitão: É, vocês são foda mesmo… ¬¬

Claro que essa ida a tal rua não aconteceu, imagino que alguém poderia ter levado um tiro caso alguma dama de paus não se sentisse muito à vontade com a pergunta…Só bêbado mesmo pensaria numa coisa dessas!!!

Passada a vontade de ir a tal rua e como o frio estava se intensificando, foram todos embora para suas casas.

Mas o fim de semana havia apenas começado. No sábado, Leitão foi o protagonista de uma série de eventos etílicos que denegriram sua imagem, mas isso fica pra próxima.

(continua…)

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A História do Asco!

O cara asqueroso

Sábado na balada sempre tem pessoas procurando. Procurando o quê? Bebida, mulheres, briga, às vezes tudo junto! E foi o que aconteceu com nosso ilustre e Pegajoso personagem de hoje.

Chamaremos este ser de “Asqueroso”, pois esse foi o nome dado pela garota que o conheceu neste último fim de semana, nossa querida amiga que receberá o codinome Porpeta.

Segundo relatos de Porpeta, era mais uma noite feliz com amigos, pra baladear, beber um pouco, dançar e até (quem sabe) paquerar. Mas eis que surge um rapaz educado, bonito e simpático pra conversar.

Encorajada por sua amiga (da onça) a ir conversar com o rapaz, dar uma chance a ele, Porpeta vai conversar com o garoto boa-pinta que está querendo socializar (ou só dar uns pegas mesmo). Movida pelos apelos de sua amiga (da onça, só pra fixar bem) e por alguns gramas-por-litro-de-sangue de álcool, nossa querida amiga fez sua parte, mas Asqueroso não se ajudou…

Segundo palavras da própria Porpeta, ele era um cara que “era muito pegajoso, ficava pegando na minha mão, na minha cintura. E eu ODEIO gente ‘forgada’.” Sendo assim, ele continua na sua tática de pegar na mão, olhar nos olhos fixamente e dizer o quanto Porpeta é linda, tem grandes e lindos olhos cor de melda, blá blá blá… E nisso que o cara se complica! Beber e ficar bajulando menina na balada não dá certo! Só se ela for tonta…hehehe

Porpeta é enfática e diz: “Olha, eu não gostei de você. Não ficaria com você por nada nesse mundo!” E sai dali e volta para a rodinha de amigos.

Mas, como sempre, tem aquela amiga (lembra daquela “da onça”?)… E foi justamente aquela (a da onça) que falou pra Porpeta dar uma chance, que ela não poderia ser tão seletiva assim! Tem que abrir a mente, enxergar além do horizonte, socializar com pessoas faz bem, etc etc etc.

É, meus caros…Porpeta foi lá, conversou mais um pouco e, mesmo contrariada, cedeu e deu uns beijos no rapaz. Logo que o fez, arrependeu-se amargamente por não ter saído de perto do cara, ou por ter ouvido sua amiga (da onça).

Ao sentir a língua de Asqueroso, Porpeta resolve dar um fim nesta relação infeliz e diz: “Vou com meus amigos lá no show.”

Certo de seu sucesso, Asqueroso se levanta, segura na mão de Porpeta e caminha de mãos dadas até onde estão os amigos de nossa infeliz protagonista!

Chegando junto ao grupo, nossa amiga chama sua querida amiga (da onça) pra um bate-papo intelectual de 15 minutos no banheiro. Passados os minutos, elas se retiram do banheiro e, para a surpresa de Porpeta, seu amante pegajoso não mais está por perto. Feliz de ter obtido êxito em seu “perdido”, nossa amiga dança, canta, bebe mais e se cansa, até sentir vontade de ir para casa.

Relatos de que Asqueroso estava andando pelo bar com o nariz sangrando e Porpeta diz: “Que sangre até a morte!”. Ao se deparar com o pegajoso rapaz, que não estava com o nariz sangrando somente, também estava com a cabeça cheia de sangue e andava sem rumo pelo bar, a garota se faz de desentendida e passa reto por ele e volta para o banheiro correndo.

Passado o susto, ela só se convenceu mais ainda de que havia feito uma cagada de ter se aproximado deste Asqueroso rapaz, que bebeu, xavecou e no fim do dia ainda conseguiu arrumar uma briga. Este dia ficou para sempre na memória de nossa amiga, que agora está convencida que tipos “machões” que se metem em confusão não fazem parte de sua lista de “preferidos”.

Este relato foi feito pela garota Porpeta, incrementado e publicado pelo Crônicas da Cachaça. Não somos a favor de violência, só somos a favor de diversão, com direito ao melhor suco de cevadis ou mé!

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Carne, cachaça e cerveja

Começo esta história com um lembrete:

“O texto aqui apresentado é destinado para todos os que se divertem lendo uma boa história sobre a vida alheia e tomamos todo o cuidado para não botar em risco a reputação dos envolvidos nas histórias, logo, os nomes dos protagonistas são trocados e ‘qualquer semelhança é mera coincidência’, ok?”

Sendo assim, lá vamos nós!

Este é um relato impressionante de como nós, homens, sofremos para manter o ritmo! De bebederia, claro!

Sexta-feira, 30 de julho de 2010 foi quando tudo (a bebedeira) começou, em um bar numa santa esquina qualquer, onde dois amigos estavam reunidos tomando uma geladinha depois de um dia inteiro de intenso trabalho.

A trilha sonora era terrível, a cerveja era cara, mas eles eram persistentes e continuaram por ali, mas sugeriram uma mudança musical na casa, pois com essa merda de música tocando seria mais fácil cortar os pulsos do que continuar bebendo, ou melhor, vivendo.

Aos poucos os amigos iam chegando e o que começou com música deprê e dois amigos, havia sido transformado em 9 pessoas bebendo e falando alto diversos assuntos.

Era pra ter sido uma bebedeira leve, pra trocar uma ideia tranquilamente, mas lá se foram as horas passando e, como num passe de mágica (clichè mode on), eram 3h da madrugada e alguns dos presentes teriam de estar acordados 9h da manhã para fazer as compras para o churrasco do dia seguinte (ou mesmo dia, não importa).

Sábado, 31 de julho de 2010. Um dia, uma manhã pra se esquecer. Talvez tenha sido a dose de Ypióca, ou a cerveja em grande quantidade, mas a ressaca foi forte, mas mesmo assim, um pequeno grupo de bravos guerreiros se levantou para fazer as compras.

Dos 4 presentes, somente 3 haviam bebido intensamente na noite anterior. O café da manhã foi gatorade e miliopã, sem culpa e nem medo de ser feliz! Após feito as compras, alguém tinha que acender o fogo, temperar a carne, cortar a carne, mas o infeliz que faria tal coisa estava dormindo ainda (era quase meio dia e o churrasco estava marcado pras 13h).

Com o fogo aceso, foi mais tranquilo preparar os drinks (caipirinhas) enquanto a linguiça assava e o povo não chegava.

Terminada a manhã, era hora de acordar pra valer. Bebidas geladas, carnes quase prontas e pessoal seco pra tomar umas! Ambiente perfeito pra quem quer fazer história no Crônicas!

Quando o relógio marcou 14h, já estavam todos iniciados na bebida. Lá pelas 17h, todos estavam curtidos em álcool. A cerveja foi acabando, o pessoal repondo o estoque, os limões e a cachaça estavam indo como água e a carne não parava de sair da churrasqueira. (Ah, que alegria!)

E a alegria já era tanta, que ninguém se deu conta que já havia passado das 22h, o que fez com que o síndico do prédio fosse até ao salão de festas dar uma leve bronca na rapaziada.

Após todos chegarem a um acordo (lá pelas 23h e muito minutos), foi decidido o bar que todos iriam confraternizar. Chegando lá, um dos integrantes do grupo de bêbados, nosso famoso amigo Miguel, não obteve sucesso em sua empreitada de poder entrar no bar, pois está com o nome sujo por outro episódio (que será contado em breve no blog) e decidimos partir para outra localidade.

Chegando lá, casa cheia, pessoas conhecidas e desconhecidas ao redor e inúmeras garrafas e copos quebrados ao chão. Tanto que Fred tentava, sem sucesso, retirar cacos de vidro da sola de seu sapato passando os pés nas calças, na altura da canela. Ainda bem que o jeans é um tecido (nem sei se é tecido ou só um nome mesmo) resistente, pois não foi rasgada sua canela – tecnologia é uma coisa de louco rapá. Mas o tempo passou, a bebida subiu mais ainda e ele resolveu retirar os cacos com uma passada rápida da mão na sola do sapato, como se fossem pequenas pedras presas em seu pé. “Que infortúnio” pensou nosso amigo…Com isso, um furo se abriu, por sorte, em somente um de seus dedos.

Miguel, que já balançava a cabeça com muita dificuldade, resolveu ir embora à pé e sozinho para sua casa. Despediu-se de todos com muita emoção e então, ao se despedir de Fred e Frontini, pergunta para sim mesmo em voz alta: “Por quê eu tô indo embora?” Realmente não fazia sentido, ele ainda estava em pé e não precisou ser carregado por ninguém! Logo, ele pensa que não há necessidade de sair de lá! Impressionante a capacidade do ser humano de se achar íntegro até nas situações mais difíceis!

O mais impressionante disso tudo, foi que as pessoas ainda bebiam, sem parar, desde as 14h e já se passava das 2h da manhã! Não faço ideia de como essas pessoas chegaram vivas em suas casas, mas chegaram.

O duro é acordar, no meio da “noite” por sentir aquele enjoo e abraçar o vaso sanitário e chamar o Hugo até doer a barriga, sem sair absolutamente NADA do estômago! O que aconteceu com aqueles milhões de litros de cerveja + caipirinha? O que aconteceu com aqueles kilos de carne vermelha? (e um barril de puro whisky?!)

Juro que em outros tempos, toda aquela carne, toda aquela cerveja e aquela capirinha já teriam lavado algum chão por aí! Impressionante como a gente é capaz de coisas que até o diabo duvida!

Um grande abraço e até semana que vem!

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